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sábado, 21 de agosto de 2010

«Quem se humilhar será exaltado»
A providência de Deus, que vela para dar a cada um de nós o que mais lhe convém, tudo dispôs para nos conduzir à humildade. Porque, se te orgulhas com as graças da providência, esta abandona-te e voltas a cair. [...] Recorda, pois, que não é por ti, nem pela tua virtude, que resistes às más tendências, mas que apenas a graça que te sustenta, para que não temas. [...] Geme, chora, recorda-te dos teus pecados no tempo da prova, a fim de seres libertado do orgulho e de adquirires a humildade. Mas não desesperes. Pede humildemente a Deus que te perdoe os teus pecados.

A humildade, também nas obras, apaga muitos pecados. Pelo contrário, sem ela, as obras de nada servem, chegando mesmo a atrair males sobre nós. Obtém pois, pela humildade, o perdão das tuas injustiças. A humildade está para a virtude como o sal para os alimentos; a humildade destrói a força de numerosos pecados. [...] Se a possuirmos, fará de nós filhos de Deus, conduzindo-nos a Deus mesmo sem o socorro das boas obras. É por isso que, sem ela, todas as obras são vãs, como vãs são todas as virtudes e todas as dores.

Santo Isaac o Sírio (séc. VII), monge em Nínive,
perto de Mossoul, no actual Iraque
Discursos ascéticos, I Série, nº 49













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