Dizer uma coisa e fazer outra não agrada a Jesus
“Observai,
pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com
as suas obras, por que dizem e não praticam”
(Mt 23: 3)
Muitas vezes, quando somos procurados por familiares, amigos e até por
desconhecidos, ousamos dar conselhos que nós próprios não seguimos.
Somos lestos em emitir opiniões, dar muitos conselhos, arranjar soluções para os problemas dos outros, mas para a nossa vida …
Somos lestos em emitir opiniões, dar muitos conselhos, arranjar soluções para os problemas dos outros, mas para a nossa vida …
Ao fazermos
isso, será que não estamos a ser hipócritas como os fariseus e os escribas?
Aqueles que Jesus condenava? Claro que estamos a ser hipócritas!
Antes de
tentarmos resolver e opinarmos sobre os problemas dos outros, devemos antes
solucionar os nossos próprios problemas, arrumar a nossa vida, a fim de podermos ser exemplo do que
pregamos.
Imaginem Jesus Cristo
no milagre da multiplicação dos pães. Sabemos que Cristo ensinava a caridade, o
amor fraternal, o amar o semelhante como a si mesmo. Imaginem se na hora em que
Ele soube que o pão não dava para toda a gente ali reunida, Ele dissesse: “Bom,
eu vou comer, os outros que se arranjem. Não os conheço.” Ou então, imaginem o
Jesus que ensinava a obediência e a confiança em Deus, revoltado contra o Pai
na hora da crucificação, dizendo: “Pai! Como pudeste fazer isto comigo! Eu sou
Teu filho! Isto não é justo!”. Acham que alguém daria crédito a uma pessoa que
diz uma coisa e faz outra? Alguém teria aceite Jesus Cristo como Salvador, se
Ele fizesse isso? Não se consegue nem imaginar uma coisa assim, pois não?
Pois há por aí
muita gente que pratica o “faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço”. Pessoas
que apregoam uma fé firme e viva e a confiança incondicional em Deus; mas, na
hora da dificuldade, blasfemam, gritam, insultam, maltratam, reclamam, e voltam-se
contra Deus...
O importante na
vida é que se dê o exemplo. As palavras edificam, mas os exemplos inspiram e
movem os que nos rodeiam. Para evangelizar, para falar da Palavra de Deus, não é
necessário ter apenas uma Bíblia debaixo do braço ou as passagens apreendidas
no coração e na mente: é preciso VIVER a Palavra, dar o exemplo COM A VIDA. É
preciso MOSTRAR como é a vida de quem aceita Jesus e anda com Deus.
Há pessoas que
pregam as virtudes, a caridade para com os outros, a tolerância, a frontalidade
e por aí fora e, não praticam nada disso com os seus próximos. Antes pelo
contrário, fazem juízos precipitados através do que outros, mal-intencionados, lhes
vão contar sobre alguém, não ouvindo nem esclarecendo as situações com as
pessoas directamente implicadas, tomam, unilateralmente, decisões importantes
para a vida dos outros, sem sequer lhes darem uma palavra sobre o que tencionam
fazer, colocam-nas de parte, fazendo assim acepção de pessoas, contrariamente
ao que Jesus ensina, afastam-se, cada vez mais, dos que antes consideravam como
amigos, sem qualquer tentativa de esclarecimento, de aproximação ou de reconciliação, deixando
que as ovelhas se tresmalhem e, como ninguém vai atrás delas como Jesus ia, nunca mais elas voltam ao redil. O que é ainda mais grave é que algumas das
pessoas que agem deste modo assumiram a responsabilidade de congregar o rebanho
do Senhor e de apascentá-lo, com caridade e humildade.
Ao pregar-se uma
coisa e fazer-se outra, completamente diferente do que se apregoa, corre-se o
risco de se tornar um escriba ou um fariseu moderno. E isso é o que menos
agrada a Deus.
Que o Senhor
Deus misericordioso se compadeça, nos ilumine e guie, para que, coerentes
entre o que dizemos e o que fazemos, sejamos exemplos vivos de Jesus Cristo na terra.

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