PROSTRADA, MAS NÃO VENCIDA!
“Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza.”
(Salmo 37:7)
Já te sentiste assim? Como se o peso do mundo estivesse nos teus ombros? Há dias em que me sinto uma azarenta. Tudo o que faço sai asneira. E fico à espera que mais alguma coisa má aconteça e que o mundo se abata sobre a minha cabeça, a qualquer momento!
Parece que o salmista também teve dias assim. No versículo 9, ele queixa-se:
“Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes.”
Fala de se sentir oprimido e deprimido. Mas ele não vai por aí fora, assim, o resto do salmo. Ele continua a dizer que, apesar do que acontece, Deus está ali, presente. Deus ouve e, se ele tiver fé, responder-lhe-á.
“Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus. (v.16)
Há umas semanas atrás, o meu dia começou assim como um destes. Mas em vez de esperar o mal, eu parei! E gritei alto e a bom som, para o tecto da minha casa-de-banho: “Acaba com isso, mafarrico! Não me tirarás a alegria hoje!
Quando deixei cair um dos meus brincos no lavatório, sorri e disse: boa tentativa, mas não vai funcionar! Olhei melhor e vi que o brinco tinha ficado nos bordos do buraco do lavatório. Ao longo do dia, pareceu, mais de duas vezes, que as coisas iam descarrilar. “A sério? Continuas a insistir? Olha que não vais conseguir, porque Deus está do meu lado!”
O resto do dia deslizou que nem seda!
O que foi que mudou? A minha atitude. Quando era miúda, lá em casa, havia uma placa pequena na parede que dizia; “Se não podes mudar a direcção do vento, podes ajustar as velas.”
Podemos escolher ver as bênçãos do Senhor todos os dias de manhã, ou curvarmo-nos até ao chão e apenas vermos os nossos pés a tropeçarem. Podemos escolher sermos os filhos abençoados do Senhor Todo-Poderoso ou levar o resto do dia a carpir as mágoas e a dizer: “Ai, coitadinha de mim!”
O salmista, vezes sem conta, salmo após salmo, acaba por escolher a primeira opção.
Devagar, devagarinho, estou a aprender a fazer o mesmo.
Reflexão: a quem deixarás hoje roubar-te a alegria? Quem ta restituirá?
Beijos e abraços
Ana Maria

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