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sábado, 7 de agosto de 2010

Segura esse coração!
A filha de uns amigos meus, naturais do Canadá, fez recentemente dezasseis anos. Nem posso acreditar! Ainda há pouco tempo era uma criancinha! Hoje é uma linda e jovem mulher!

O dia do seu aniversário ficou marcado de uma maneira muito significativa: os pais deram-lhe permissão para começar a tirar a carta de condução. Isso quer dizer independência e maturidade. Conduzir um carro acarreta uma nova responsabilidade na vida de qualquer um.

A segunda coisa relevante foi a prenda que os pais lhe deram: o anel da castidade. Este anel representa o seu desejo de se manter pura, aguardando o dia do seu casamento para ter relações sexuais, oferecendo essa prenda ao seu marido, na noite de núpcias. E esta é também uma grande responsabilidade para a jovem abraçar.

Os pais fizeram a sua parte, ensinando-lhe acerca da pureza e da castidade, do plano de Deus para ela e para o seu marido, e alertando-a para a necessidade de ela fazer escolhas contra-culturais, já que a castidade não é algo de valioso na cultura de hoje, embora o seja em casa destes amigos canadianos.

Será que hoje a virgindade ainda é importante? Alguns podem dizer: “mas qual é o problema?!”. Muitos dizem que se está a colocar muita pressão nas crianças, ao tentarmos inculcar-lhes estes valores cristãos.

Mas a castidade tem muita importância, sim! Como cristãos, acreditamos que Deus tem um plano e um propósito quando nos transmite os seus ensinamentos e preceitos. E as regras que nós estabelecemos para os nossos filhos são para seu próprio bem.

“Não tocar no fogão que está quente”, salva-os de uma queimadura desnecessária. O mesmo é verdade em relação a Deus, o nosso Pai do Céu. Ele tem ensinamentos para nos manterem sãos e salvos. Um dos limites é que o sexo foi criado para um casamento de relação monogâmica. Para nossa protecção. O prazer e a alegria são bons e desejáveis, mas no contexto apropriado. Não se priva os filhos de comerem sobremesa, mas não se deixa que eles comam rebuçados e comida inadequada constantemente. A resposta não é “NÃO”, mas sim “ESPERA PELO MOMENTO CERTO!”.

Não é fácil inculcar estes valores nos jovens de hoje em dia, mas ainda há jovens que acolhem a ideia de bom grado. Contou-me a minha amiga que, ao mostrar o anel a uma colega da filha, esta comentou: “Quem me dera que os meus pais tivessem tido a mesma atitude comigo: a minha vida teria sido muito diferente.”

A segunda parte da prenda que estes meus amigos cristãos deram à filha, no dia do seu décimo sexto aniversário, foi uma pequenina chave de prata, que representa a chave do seu coração. O anel de castidade tem um coração gravado. O pai guardará a pequena chave até ao dia em que entregar a filha ao futuro marido. Então, quando ele a pedir em casamento, entregar-lhe-á a chave e no dia do casamento, o marido receberá a prenda por inteiro: a filha deles, de acordo com o plano de Deus para o casal. O Pai guardará a chave do coração da filha até que chegue o dia em que apareça o homem certo para ela. A chave ficará, por agora, guardada num lugar visível e especial, como um lembrete. Assumir o compromisso de um voto de castidade é manter o coração e o corpo resguardados e não os dar a qualquer um.

Os pais já não conseguem controlar as decisões dos filhos, pois se pudessem, certamente que escolheriam a castidade para eles. Mas são os filhos que têm que fazer essa escolha.

O papel de educar e instilar nos filhos os valores da vida, passa depois a ser o de dar conselhos, de escutar e de contabilizar os frutos dessa educação. Não quer dizer que os pais saiam da vida dos filhos. Mas é o tempo da conversa e da amizade, do envolvimento com as suas vidas e aspirações. E nem sempre os pais poderão estar presentes, por isso os filhos precisam confiar em si próprios e nas suas decisões. Precisam amadurecer e consolidar os valores recebidos.

Só quando aparecerem os resultados é que os pais saberão se o que plantaram deu frutos.

Que Deus, nosso Pai, nos ajude a todos!

Beijos e Abraços
Ana Maria

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